terça-feira, 21 de outubro de 2025

21/10/2025 - Boletim Nº 2/2025 - A MALDIÇÃO DA GLEBA “CEMITÉRIO DOS ÍNDIOS” DE PRAIA GRANDE (SP). Por Elson Dias Sterque Júnior

 


Boletim Nº 2/2025

A MALDIÇÃO DA GLEBA “CEMITÉRIO DOS ÍNDIOS” DE PRAIA GRANDE (SP)

Autor da pesquisa: Elson Dias Sterque Júnior - Membro Fundador do IHGPG

Está gleba localizada ente as ruas Santa Bárbara e a rua Nossa senhora de Praia Grande, com a frente do terreno pela Avenida Castelo Branco, no bairro do Caiçara, com quase 50.000 metros quadrados e sua propriedade foi objeto de disputa entre várias pessoas, dentre elas o construtor da cidade Ocian (Andraus), até que finalmente, em sentença do STF a gleba ficou sendo propriedade do município de Praia Grande/PRODEPG.

 O local foi escolhido para implantar um Terminal Turístico, já que naquela época tornava-se necessário um local adequado para receber turistas de um dia, evitando o caos existente na organização deste tipo de turismo na cidade. E finalmente depois de muitas discussões sobre o projeto foi assinado em 11 de dezembro de 1980 no Rio de janeiro um convênio entre a Prefeitura de Praia Grande e o Ministério do Turismo, no valor de duzentos milhões de cruzeiros, sendo 51% da Prefeitura e 49% do Ministério do Turismo para a construção do Terminal Turístico.  

No jornal “A Tribuna” edição de 25 de maio de 1982 consta que foi realizada em 21 de maio de 1982 a cerimônia simbólica de início das obras do Terminal Turístico e na ocasião o Ministro do Turismo, Sr. Miguel Colasuonno ao dirigir uma pá carregadeira atropelou e matou um animal selvagem, não se sabe se foi um gambá ou uma raposa.

Finalmente no início de agosto de 1982 foi assinado o contrato com a construtora Guarantã, vencedora da licitação, para o início das obras do Terminal.  Infelizmente após poucos meses as obras foram paralisadas por falta de verbas. Somente em 1988 a construtora Guarantã voltou a refazer o projeto para reinício das obras. E desde então as construções foram abandonadas sendo realizadas muitas reportagens sobre o Terminal. Uma obra existente e paralisada a mais de 50 anos que deve ser investigada sobre a origem do nome.

Será a maldição do local sagrado de seus mortos dos povos originários?  


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