OS ESPARTANOS. A vida de um soldado espartano era extremamente rigorosa e dedicada ao serviço militar. Disciplina rígida, obediência absoluta e um forte senso de dever para com o Estado. Viviam em barracas militares onde passavam a maior parte do tempo treinando, enquanto suas esposas, também treinadas, dirigiam os lotes produtivos. Os espartanos também eram incentivados a desenvolver habilidades intelectuais, como a música e a poesia.
Eram uma das sociedades gregas mais militarizadas, cuja prioridade era criar soldados fortes e disciplinados. Desde a infância,os espartanos eram submetidos a um treinamento militar intenso. Os meninos "esparciatas" eram enviados para campos de treinamento chamados "agoge" aos sete anos de idade. Aos 20 anos, os esparciatas ingressavam no exército como hoplitas, que eram soldados de infantaria pesada. O teste de ingresso começa ao 14 anos com a “kriptéia”, jogo mortal entre eles e hilotas libertados para esses fim. Muitos morriam nessa prova.
Os hoplitas eram equipados com uma lança, uma espada curta e escudo redondo, chamado de "aspis" ou "hoplon", usado para compor a falange de combate. Os esparciatas – elite descendente dos guerreiros dórios- era uma minoria privilegiada dentro de Esparta, enquanto a maioria da população era composta por hilotas (prisioneiros de guerra) e os aqueus, antigos navegadores e comerciantes, com quem mantinham relações utilitárias e amistosas.
No mundo contemporâneo, a cultura militar que mais se aproximou dos espartanos foi o Exército da Prússia, que serviu à Alemanha no período imperial e também na república. Apesar de jurar fidelidade ao regime nazista, o exército alemão, em muitos aspectos, permaneceu fiel às suas antigas tradições germânicas.
Pintura neoclássica de autor desconhecido. Texto adaptado e ampliado por Prof. Me. Dalmo Duque, do IHGPG, a a partir do Grupo "Estudos Históricos".
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