Antigo navio da USP, hoje de propriedade da Prefeitura de Ilhabela, não tem mais condições de navegabilidade, segundo autoridade portuária.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) autoriza a Autoridade Portuária de Santos (APS) a remover o navio Prof. W. Besnard, conhecido por inúmeras viagens à Antártica, do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, mesmo que para isso tenha que ser desmanchado. A decisão acata um pedido da própria APS para cumprir uma ação determinada à Prefeitura de Ilhabela, que é responsável pela embarcação, mas não executou a determinação.
O juiz Leonardo Grecco destacou ainda que os eventuais custos para a remoção e desmanche devem ser posteriormente repassados à administração pública de Ilhabella. O magistrado pontuou os riscos do afundamento do navio. A autoridade endossou a questão do risco ambiental, uma vez que o navio não tem mais condições de navegabilidade, e justificou que o pedido à Justiça com o fato de o navio estar atracado em uma área considerada de expansão, onde será instalado o Parque Valongo.
SEM NAVEGABILIDADE - A Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) atestou, com base em laudo do tecnólogo naval Ismaelson Zanetti Junior, que o navio não tem condições de navegabilidade para que possa ser rebocado a Ilhabela para atender a proposta inicial, que seria afundá-lo de forma controlado para criar recifes artificiais.
Em nota, o presidente da APS, Anderson Pomini, reforçou que o navio está sem uso desde 2008 e já cumpriu missão por 40 anos, realizando mais de 150 viagens à Antártica. "A remoção do navio é um passo importanto para todo o projeto de revitalização e uso público do trecho do cais compreendido entre os armazéns 1 ao 7 do Porto de Santos, a ser executado pela Prefeitura de Santos e pela APS".
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